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O "Livro de Thot"


 
Como método de predição por inspiração psíquica.
Por Iglesias Janeiro.

Texto extraído do livro A Cabala da Predição Ed. Kier.

Na teogonia egípcia, Thot era uma divindade secundária de caráter lunar, que havendo morado na Terra, ensinou aos homens a escritura e a divisão de tempo e lhes revelou os mistérios cifrados nas medidas. Chamado "duas vezes grande" pelos primitivos eg...ípcios em razão de que seus ensinamentos se referiam à dois mundos - o oculto e o manifestado - denominado "três vezes grande" pelos continuadores de sua obra em razão de que seus ensinamentos se relacionam com os três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir. Se crê que o conceito cosmogônico do Ano Divino e os ciclos de evolução associados a este conceito, são obra das doutrinas que Thot transmitia pessoalmente a um grupo de escolhidos, sendo a idéia de construir monumentos que resistissem a ação dos elementos e pudessem testemunhar as generalizações provenientes da verdade dessas doutrinas, a específica chave do conhecimento adiantado que o dito mestre deu aos seus discípulos a respeito das mutações dos tempos e ao florescimento e decadência que profetizou a civilização do Nilo. Por ser de imenso valor o que o mestre ensinou de viva voz, a tradição dota da maior importância um livro que Thot deixou escrito, e que, a julgar pelas referencias que há sobre ele mesmo, contém aquela coisa que dá o conhecimento a todos os demais. De acordo dom as ditas referencias, neste livro as divindades representam princípios universais, os princípios universais se expressam por meio de símbolos, os símbolos se interpretam por meio de números e os números se traduzem idéias, que a mente conhece não pelo que é a idéia em si mesma, senão pela vínculo que tem com o princípio universal com que se relaciona. 

Conhecedor Thot de que o tempo não havia chegado para que os ensinamentos tal modo cifrados cumpririam sua missão, encerrou o livro numa caixa de ouro, colocou a caixa de ouro em uma de prata, a de prata numa de marfim, a de marfim, numa de bronze, a de bronze em uma de cobre, a de cobre numa de ferro e esta ultima contendo o livro e as demais caixas, a depositou no fundo do Nilo. Há indícios que os "vasos de ouro e prata "que Moisés disse que os israelitas roubaram do Egito, estavam algumas das lâminas que compunham as páginas deste livro, e que ao conhecer o conteúdo os sacerdotes mais chegados ao legislador hebreu, foram mais tarde o fundamento da Cabala. O abade Anastacio Kischer, numa viagem que fez ao Egito à uns 300 anos, parece que obteve uma dessas laminas, que pertenceu depois ao Cardeal Bembo, publicando-a Kircher em seu livro "A língua egípcia constituída, e servindo-se dos signos que contém, como chave para decifrar numerosos hieróglifos, entre outros, alguns murais de antiquíssimo templos, que resultaram corresponder a várias das laminas do livro de Thot. Comparando as idéias expressas nos hieróglifos conhecidos e comparando o número da ordem deles em cada lamina, pelo o que possuíam, se pode restabelecer os que faltavam, e novamente reunida e estudada toda a coleção, os investigadores de distintas escolas adaptaram as conclusões às suas respectivas doutrinas, e embora para alguns se tratava de um livro que encerra ou declara os mais profundos mistérios, para outros não passou de ser um objeto de entremetimento, chegando a converteres, para os primeiros entre eles Couro de Gevelén, Etteilla e Paus, em um arcano cujo simbolismo tem seus equivalentes nos elementos primários que formam a inteligência humana, e para os segundos - a imensa maioria - em uma série de naipes cuja combinação se presta aos mais variados jogos de azar. Ao tomarmos o simbolismo do Livro de Thot como possível chave que facilita a predição por inspiração psíquica, o fazemos dentro do ponto de vista dos primeiros, isto é, aos que aceitam que os princípios universais estão representados nestas laminas por divindades, as divindades pelos signos, os signos por números, e estes pelo que há na inteligência humana que compreende o sentido de todo ele. 

Dentro deste ponto de vista cada lamina de Thot é todo um compendio de ideogramas, que sendo a expressão de conceitos universais para a mente, não só abre esta a compreensão destes conceitos, como atualiza momentaneamente certas faculdades e põe em movimento o automatismo que permite exercitá-los para determinados propósitos. Vejamos as facilidades com que o método concorre para atingir este fim. 

História do Tarot Egípcio editado pela Ed. Kier. 

Athanaius Kircher em sua obra " Oedipus Aegyptiacus. hoc est universalis doctrinae hieroglyphicae instauratio " (1652-55) reproduziu estas lâminas. Em uma viagem na época ao Egito encontrou algumas e servindo-se dos símbolos e dos hieroglifos restituiu a coleção. 


Parashá Bo



Na porção desta semana, a negociação continua e as “pragas” representam a possibilidade de retificação dos diversos atributos da nossa Árvore da Vida, As “pragas” são, na verdade, “golpes” da Luz do Mundo Infinito sobre o mundo corrompido da fisicalidade. 


Desta forma, do primeiro até o último golpe sobre o “Egito”, o que estava em questão, era o domínio do ego. O êxodo, por sua vez, é a remoção dos nós energéticos e das amarras, permitindo que os aspectos mais refinados do ser humano venham à tona.


A Cabalá nos ensina que a participação da Luz no processo de crescimento do ser humano é nos conceder o livre-arbítrio. Até a sétima praga, a saída da condição de servidão seria uma escolha para os hebreus. 


Porém, nas três últimas pragas citadas nesta porção, não havia mais possibilidade de livre-arbítrio, eles ficaram submetidos a uma força predeterminada e saíram por que não tinham opção diante de uma grande energia de mortificação. De certa forma, houve uma “coação”.


O ser humano tem uma tendência a buscar um caminho espiritual quando se sente “ameaçado”. Entretanto, a permanência é um grande desafio porque o desapego aos limites do “eu” (ego) corresponde muitas vezes a abrir mão da própria vontade , numa união de puro amor em que não há distinção entre Criador e criação: “… e nós não sabemos como serviremos ao Eterno, até chegarmos lá” (Shemot 10:26)